domingo, 9 de dezembro de 2012

O Patético Roteiro e Comportamento dos "Homens" Nas Baladas



Esse é o roteiro de um homem que vai pra balada atualmente. Veja que patético o ritual e o comportamento:
1. Primeiro tem aqueles filhas da PUTA que vão a postos de gasolina, abrem a merda do capô naquele volume absurdo parcelado em 24 vezes e colocam funk, pagode e merdinhas eletrônicas pra se achar o fodão. Ficam tomando cuba e cerveja que nem retardados na esperança que as mulheres se impressionem com seus super carros tunados e deem sexo pra ele por isso. Patéticos.

2. A questão do “look”, de como se vestem é especial: Colocam suas camisas baby look apertadinhas ao máximo no bracinho tosco magricelo, camisas estampadas toscas com marcas que ninguém conhece escritos lixos em inglês. Passam aquele gel vagabundo ou creme pra arrepiar o cabelo, fazer ondinhas separadas no cabelo, fazem uma palhaçada lá. Aí Passam aquele perfume que só usam pra sair (o único que tem, aliás) achando que isso fará sucesso, como se desse pra cheirar algo na balada. Botam calças jeans toscas, faixazinhas ou correntinhas no pulso. Compram halls ou chiclete pra disfarçarem o bafo terrível de cerveja que estarão em alguns minutos.

3. Aí, pra ir pra balada os homens fazem malabarismos. Primeiro bebem que nem condenados pra ficarem mais corajosos pra poder dar em cima das mulheres. Então fazem esquentas toscos. Ficam animadinhos e se sentindo bem, que “hoje vão pegar e catar geral”. Todos animadinhos e felizes.

4. Entram no carro e ficam gritando e dando em cima de toda mulher que veem na rua, soltando cantadas cretinas, mandando beijinhos, falando“uhuwww”, e se alguma perdida dá atenção ficam todos se achando o bonzão achando que “é pra mim, é pra mim”. Nada mais enternecedor.

5. Chegam na balada, estacionam, estão todos empolgados se achando corajosos e bonitos. Aí se deparam com o que todo mundo vê na balada: Tem MUITO mais homem que mulher, e os homens são superiores fisicamente em força, altura e estilo. Isso já baixa a moral da galera então todos correm pra poder entrar logo pra comprar mais cerveja, whisky com energético pra manter os níveis de empolgação altos.

6. Ao entrar na balada primeiro checam o território, andando pra lá e pra cá, um atrás do outro, olham as mulheres de perto e recebem viradas de cara. NENHUMA olha pros caras. Aí eles ficam num local fixamente numa rodinha, com a garrafinha de long neck na mão, soltando uns passos desajeitados fingindo que curtem a música quando na verdade estão de olho em algum sinal feminino de que tem alguém interessada. Coisa que não acontece.

7. A noite vai passando e começa os primeiros ataques com o tradicional “oi tudo bem”, “qual seu nome”, “da onde você é”, “faz o que da vida”, “mora onde”, “essas são suas amigas”, “você sai sempre?”. Ou seja, o roteiro BABACA padrão que todo homem fala pra toda mulher. Aí o cara tenta fazer a cretina rodada de balada rir, mas não consegue, silêncios ocorrem e a garota aponta pra amiga que diz “a gente vai ali e já volta”. Rola aquele beijinho no rosto e pronto, se fudeu OTÁRIO.

8. Aí o pessoal tenta essas coisas sempre e vai tomando no cu mesmo e começam a ficar bem bêbados, da-lhe cerveja e whyski, da-lhe a circular por “lugares com mais mulher” dentro do local. Nada funciona, as mulheres não querem NADA com eles e rejeitam um atrás do outro.
  
9. Começa então as escrotices: Tem homem que batem PALMAS aplaudindo pra mulheres que passam por eles achando que estão arrasando, aqueles que começam a dançar que nem lacraias achando que vão impressionar as mulheres, alguns que fazem passos malucos perto da mulher achando que vão se dar bem. Outros fixam o olhar numa por horas pra ela olhar pro cara, coisa que acontece em um segundo. Outros passam a segurar mesmo a guria pra beijar na base do cerco e guerra pura e se fodem. Outros ficam perto por horas do mesmo grupo enorme de garotas do lado de fora tentando criar coragem pra pegar alguma. De fato a maioria dos homens da balada tentam criar coragem pra pegar alguma.

10. As mulheres passam, com vestidos curtíssimos, saltos, cheirosas e andando pra eles e nem olhando, fazendo com o que os caras se sintam invisíveis. O desespero e desânimo começam a tomar conta. Um amigo do grupo passa a ficar bêbado demais e a cair, começa então os tiros para as muito feias que rejeitam do mesmo jeito.

11. Alguns homens mais fortes e altos conseguem pegar umazinha, mas no geral a balada apenas 3% dos homens pegam alguma garota.
  
12. 97% dos homens que estão na balada em todos os clubes da cidade saem sem pegar ninguém. Aí o pessoal paga a conta, leva aquela porrada na conta por beber demais, sem pegar ninguém. Alguém sai carregando o amigo bêbado sem noção. Todos saem tentando se convencer que se deram bem na balada e se divertiram. Vão para a casa no carro, todos quietos e desanimados.

13. Chegam em casa, dormem bêbados, alguns vomitam, dor de cabeça. No outro dia a ressaca toma conta e se vê então mais pobre, sem saúde, humilhado, sexualmente frustrado e emocionalmente destruído.

14. As mulheres vão pra casa com o ego lá em cima, felizes, contentes por tantos olharem pra ela, menos pobres por não pagarem tanto e prontas pra outro dia na sua vida simples e fácil. FIM




                                                                   

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Mulheres Nascem Valorizadas. Homens Lutam para Serem Valorizados

 


Ultimamente se fala muito da depressão feminina, mas a realidade prova que a depressão masculina é muito mais comum do que a feminina.

Ao longo do tempo, tenho observado bem o comportamento dos homens e das mulheres. Principalmente durante as festas, o que sempre percebo são homens que manifestam pelo olhar, uma tristeza e um vazio enorme. Enquanto isso, as mulheres pareciam felizes e animadas.

Era fácil entender porque isso acontecia. Enquanto elas conversavam em grupinhos, toda hora chegava um cara no grupo e tirava uma delas para conversar. Ou seja, as mulheres manifestavam através da alegria, a segurança de serem valorizadas. A mulher é valorizada pelo simples fato de ser mulher! Elas simplesmente estavam paradas e os homens se aproximavam e iniciavam uma conversa. No final da noite, a maiorias dos homens estavam bêbados e deprimidos e com um olhar perdido. 

O homem vive a depressão desde sempre, pois a vida dele é marcada por altos e baixos o tempo inteiro. Depois das festas, a maioria dos homens voltam para casa deprimidos. Na ânsia de serem valorizados, os mesmos buscam melhorar em vários aspectos da vida deles. Mas repetidamente eles experimentam o fracasso e sentem que não possuem valor. A luta de muitos homens parece uma luta cósmica. Nada do que eles fazem parece ser suficiente para as mulheres. Assim, eles padecem da depressão, pois sentem que todo o esforço é inútil.

A depressão masculina começa desde a adolescência. Nesse período, os homens já percebem a profunda facilidade que as mulheres possuem nos relacionamentos. Nas primeiras festinhas, os homens já percebem o quanto as mulheres são assediadas e valorizadas e o quanto eles são insignificantes para elas.
 Muitos deles já começam a sofrer pelas mulheres desde cedo. Muitos deles foram desprezados na adolescência e trocados pelos bagunceiros e violentos da escola, que eram esboços de cafajestes.

A profunda desvalorização que os homens sofrem enquanto são novos é a causa da depressão dos mesmos. Muitos homens tomam inúmeros nãos, foras e ficam traumatizados com o fracasso. Muitos desistem de tentar chamar as mulheres para sair, depois de tantos nãos e foras, pois se cansam de tanto sofrimento e experiências ruins e acabam se “contentando” com a solidão. Então eles passam a maior parte do tempo sozinhos e deprimidos. Outros conseguem um relacionamento, mas estão com a auto-estima tão baixa, que vivem com medo de serem abandonados e tratam a namorada como se fosse a última coisa que eles possuem na vida.

A depressão masculina é real e muito forte. Só que os homens não reclamam como as mulheres. As mulheres reclamam absurdos quando estão deprimidas e chamam a atenção de todo mundo para o problema delas. Mas os homens sofrem calados. Muitos cometem suicídio quando ninguém espera, pois eles escondem a depressão de todo mundo.

Outros manifestam a depressão através de hábitos nocivos. Muitos homens dizem que estão bem, mas fumam e bebem num nível excessivo para quem está bem e feliz. Ou seja, eles camuflam a depressão com vícios e com excesso de trabalho.

O homem novo vive na depressão porque é desvalorizado o tempo inteiro. Ele é humilhado pela mulher que ama. Ele sabe que não terá meios, nem condições de conquistar a mulher que ama e que talvez a mesma não seja o que ele imagina.

Além de ser desvalorizado, o homem novo sofre porque sabe que não achará o tipo de mulher que ele procura. Ele freqüentemente é coerente, mas percebe que o modelo de homem que as mulheres valorizam é incoerente. Essa injustiça provoca no homem um sentimento profundo de impotência em relação à realidade.

O homem muda porque é obrigado a mudar para sobreviver. Muitos homens tornam-se frios e céticos com relacionamentos, pois sofreram tanto na mão das mulheres, que não acreditam mais em amor. E eles estão certo, mas o problema é que eles perdem nesse processo a capacidade de satisfação com os relacionamentos. A frieza resultante de tanta desvalorização resulta numa anestesia que os libertam da dor, mas que também os tornam insensíveis para a alegria.

A depressão masculina torna-se uma frieza na medida em que o homem envelhece, porque tudo o que ele experimenta como bom e positivo, agora parece fake e artificial. A felicidade do homem mais velho parece falsa, pois ela parece ser apenas o resultado de inúmeros esforços. Ou seja, se tais esforços não fossem realizados, ele jamais seria valorizado.

O homem luta a vida inteira para ser valorizado e para escapar da depressão. E quando finalmente é valorizado, tudo o que as mulheres fazem por ele parece falso e artificial. O homem muitas vezes substitui a depressão pela frieza e pelo ceticismo. Ele simplesmente perde a capacidade de acreditar nas mulheres, pois ele agora tem a certeza de que nunca será valorizado pelos motivos que ele acha corretos, mas sempre por motivos interesseiros.

Quando o homem sai da depressão, ele descobre a realidade. Por trás da depressão, há um profundo romantismo. O homem deprimido é romântico e acredita que as mulheres amam os homens pelo caráter deles, pela sensibilidade deles e pela inteligência deles. Só que depois de tantos os fracassos, os mesmos aprendem pela pior via que isso não existe. O romantismo das mulheres é absurdamente insensível para as limitações do homem. O homem novo que é desvalorizado pelas mulheres jamais será valorizado no sentido romântico almejado inicialmente. E quando ele for valorizado, o será pelos motivos mais interesseiros, como por exemplo, uma promoção de trabalho, ou a compra de um carro de luxo.

A cura da depressão masculina é a cura do romantismo. Mas muitas vezes essa depressão se transforma em raiva e revolta, ou frieza e ceticismo. As mulheres não entendem essa mudança e entendem que os homens são insensíveis por natureza e elas as únicas sensíveis da história. Por outro lado, elas são incapazes de entender, que a forma como elas desvalorizam os homens, os insensibilizam fortemente. As mulheres insensibilizam os homens através dos padrões excludentes delas.

Enquanto as mulheres são progressivamente desvalorizadas na medida em que envelhecem, o homem já nasce desvalorizado e luta para ser valorizado. A mulher é valorizada simplesmente por ter um corpo atraente e ela não tem mérito nenhum nisso, pois ela nasceu com esse corpo. Mas o homem precisa lutar para ser valorizado e sofre tanto nessa luta que padece ou da depressão ou da frieza.

A depressão feminina é situacional. Elas ficam deprimidas quando são exigentes demais, ou quando perdem relacionamentos vantajosos para elas, mas não sofrem da depressão da forma crônica como os homens sofrem. Isso ocorre pela seguinte razão: a mulher não convive com o sentimento de não ter valor, porque elas não vivem a rotina do desprezo e da desvalorização como os homens vivem! Já o homem comum, o beta convive com o desprezo e a desvalorização de si pelas mulheres o tempo inteiro.

Já o que casualmente se é alastrado por aí, é sobre a depressão feminina em  ascensão, falam muito do dilema das trintonas, quarentonas e cinquentonas. Mas se esquecem que essa depressão é apenas efeito do mau uso da liberdade feminina. Mulheres incoerentes e promíscuas tornam-se depressivas na medida em que perdem vantagens sexuais. Trintonas, quarentonas e cinquentonas só ficam deprimidas porque escolheram muito mal e elas sabem muito bem disso.

Mas os homens sofrem e padecem da depressão por mais coerentes que eles sejam. E eles saem da depressão justamente quando descobrem que o que as mulheres chamam de amor é um modelo injusto e interesseiro em quase a totalidade dos casos.

As mulheres querem impor o modelo de felicidade delas à realidade e na medida em que não conseguem, elas tornam-se deprimidas. Enquanto o homem luta para ter valor, a mulher apenas administra o valor que já nasce com ela.





quarta-feira, 23 de maio de 2012

A Simplória Vida Que Bloqueamos - Uma Ditame Para Refletir

"Somos vítimas de nós mesmos" 




Há algo sobre eu e você que nos iguala um do outro, você querendo ou não. Você que não difere de mim ou de todos outros. Que é tão sórdido de defeitos quanto eu e todo o resto. Posso não conhecer você que lê esse texto neste exato momento, mas sei o suficiente pra chamá-lo de previsível, pois você é um mero ser humano, assim como eu, repleto de imperfeições, erros e defeitos. Alguns extremamente vergonhosos, outros, apenas uma singela pretensão natural que a vida nos presenteou. Algumas atitudes mencionadas aqui, talvez possa nos diferenciar, sobretudo, não será o suficiente pra você discordar quem você realmente é. Pra começar, só lhe farei 5 perguntas que lhe farão refletir um pouco sobre você e que automaticamente responderá no seu subconsciente: Você se acha digno em como a vida tem te correspondido? Você é a pessoa que gostaria de ter como amigo? Como namorado... Como filho? Você é a pessoa que gostaria de ter conhecido? Você passa o ano inteiro resmungando por falsas amizades e relacionamentos fracassados, pessoas injustas e situações desiludidas, mas por alguma razão você contribui para tudo isso. Sim, você que sempre se vê como vítima é quem contribui para este ciclo. Você, que reclama de pessoas interesseiras, mas opta estar com o mais bem posicionado na sociedade à aquele que pouco tem a oferecer. Você, que maldiz todas as formas de preconceitos, mas é o principal juiz do seu cotidiano, julgando tudo e a todos; desde os que pouco conhece á aqueles que sequer dá oportunidade de conhecer. Que reclama da falta de caráter, mas é através do que te atrai com os olhos que dá oportunidades que se aproximem. Então me diz, como podemos ser tão hipócritas consigo mesmos esperando que o essencial venha até nós, quando bloqueamos sua visita? Quando filtramos com tudo que há de fútil a nossa volta? Quando priorizamos numa era os bens materiais mais que os bens fraternais? Numa geração que todos querem ser notados e valorizados, mas que sequer olham pra quem está ao seu lado? Que querem ser amados, mas quem temem amar, no jogo de quem dá sempre menos para receber mais em troca, como podemos esperar um fruto que sequer cultivamos? Você a todo o momento mente para si mesmo, é individualista e nas horas mais difíceis espera reciprocidade de algo que sequer cultivou. Você, que cegamente vive valorizando quem te pisa e não percebe em quem está pisando. Você, que procura pessoas nas horas difíceis, mas quando está bem esquece que alguma vez precisou de ajuda. Que se encolhe para fazer um elogio a quem merece, mas se enverga para oferecer à aquele que te esnoba para que passe a te enxergar. Que riu daquela pessoa ontem, mas renega quando é taxado de piada por um motivo inútil hoje. Você feriria sua própria pele para saber o quanto é doloroso o que faz com os outros? Então você lastima a passagem de um pessoa, um conhecido ou um colega distante, mas este enquanto vivia, sequer se importou em conhecê-lo mais. O mesmo ocorre com o amigo que sentimos falta, mas que não movemos uma palha para procurá-lo. Desta forma seguimos valorizando tudo só quando perdemos. Uma lição que aprendemos, mas que o aprendizado dura o tempo curto o suficiente para sermos novamente reprovados. E sim, você ainda assim rezinga que não tem amigos verdadeiros. Mas finge indisponibilidade aos poucos e bons quando acha que deve. Enquanto isso, as redes estão lotadas de pessoas que agregamos, mas que viramos o rosto para não cumprimentá-los na rua, e estes quando agem da mesma forma, os julga de egocêntricos. Se refugia debaixo das asas de uma vida de aparência para se destacar no meio onde vive. Sacrifica-se a adquirir bens para ostentar, mas reclama da suposta inveja. Seria esse o quadro fiel da liquidez masoquista que habita em todos nós? Será que estamos todos vivendo em um imenso teatro? Porque eu sei que você esconde o rosto triste por trás de uma máscara risonha quando convém. E sabemos que o que você expõe diverge a tudo o que você é. Você superestima os defeitos alheios, aponta-os com facilidade, mas não presta atenção nas qualidades, tampouco exalta com a mesma intensidade. Reclama do amor que não bate a sua porta, mas o banaliza criando barreiras para que ele chegue até você, rendendo-se a superficialidades, relações rasas e casuais, tornando o amor ainda mais desvalorizado. Você mesmo cria pedras para si mesmo tropeçar. É assíduo de conteúdos altamente amorosos, trechos poéticos de compaixão, fã de músicas e conteúdos altamente amorosos, é adepto de religiões que prega os mesmos valores, mas não demonstra metade disso em atitudes reais, tampouco prática o que fala. Pelo contrário: vive em constante conflito com as pessoas, é orgulhoso e egoísta a todo momento. Por um lapso instante já se pegou se imaginando que não viveria sem um ente querido, mas você seria capaz de dar a sua vida por ele? Em um mundo onde a depredação, desrespeito e egoísmo reinam sobretudo, será que é amor o que a maioria vive? Será que você é merecedor de tudo o que tanto procura? Você pode compartilhar, curtir esse texto numa rede social agora mesmo, e até então, concordar com tudo o que foi dito até aqui, mas com certeza não irá deixar de cometer os mesmos atos mencionados acima. É isso que nos torna iguais um do outro. Não somos perfeitos e consequentemente não seremos dignos de uma vida da mesma maneira. Então me diz, você ainda se acha digno?





quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Existência Humana – O Ciclo Inerte Entre Medo, Dor e Amor

O amor dá sentido às nossas vidas, tal como a amizade, ou a arte, ou a crença em alguma religião. São - podem ser - fatores de felicidade, de paz interior, de harmonia, que dão suporte às nossas existências. Mas há o outro lado... Há a crueldade do mundo, a dor, o mal, para já não falar da morte. Eles são tigres escondidos, emboscados e prontos a atacar os incautos, para usar uma imagem presente nas escrituras, e são entre estes dois pêndulos que se desenrolam as nossas vidas. E quando pensamos em tudo isto, os nossos estados de alma, originam diversas e desencontradas reflexões sobre o sentido da vida.
É sobre essas reflexões e pensamentos, sobre o que homem pensa e tem dito perante suas bases hipotéticas que este assunto permanece tão pendente mesmo nos dias atuais. Com uma base em minha crítica, irei expor alguns fatores não tão debelados.


Você em algum momento questionou a si próprio, a razão, o objetivo ou causa de sua existência? O que o faz estimular sua sobrevivência ou até mesmo permanecer acordado no dia seguinte? Bem, logo um amontoado de réplicas paira em nossas imaginações. Todavia cada ser sobrevive da forma que lhe convém por uma importância relativa, logo teremos um número miríade de motivações perante análises distintas. Mas elucidando a relevância de um usuário de drogas que visa estar dependente do vício para sobreviver diariamente, nada difere do alcoólatra que busca o álcool para esquecer ou até mesmo encarar melhor a sua realidade. O disparate pode ser elucido, mas ainda assim cultiva sua retórica voltada até mesmo quem está desprovido de vícios ou dogmas religiosos. Agora que está mais claro, você consegue divisar que está dependente de qualquer coisa para continuar vivendo dentro de um ciclo periódico, seja material, espiritual, sentimental ou até mesmo carnal.

Um recém nascido, por exemplo, está desamparado pelo leito de sua mãe. Ao longo do tempo tudo que ele carecerá será de proteção e amamentação, além de afeto e mais tarde contato humano para adaptar-se ao mundo e sua realidade. Consegue imaginar agora como um ser humano é dependente de outro para sua sobrevivência? Ironicamente a raça humana fora feita para prosseguir com sua evolução, perpetuando sua espécie ao lado do sexo oposto e assim dando continuidade a sua prole. Infelizmente na atual conjuntura, a sociedade encontra-se em abstinência afetiva e sentimental, onde podemos dizer que a “evolução” possa existir somente por meios beneficamente lucrativos, e nesse contexto podemos ressaltar o famoso jargão popular: “O rico sobe e o pobre desce”, ou seja, à medida que um nível social se destaca na sobrevivência de consumo e status, o menos notável será menosprezado ou unilateralmente levado para o sentido pejorativo, discriminado. Logo temos a visão que o amor mútuo humano é deixado de lado por cada revés como esse, justamente pelo egocentrismo existir quando um ser é dotado de grande poder sobre os demais.

A sexualidade humana também não difere desse arquétipo. Ela é semelhante à dos macacos e eqüinas selvagens. No paleolítico inferior, as fêmeas espontaneamente se dirigiam ao território do macho, que se instalava próximo às melhores fontes de alimento e água (recursos materiais), e ofereciam-lhe seu sexo à vontade para assim. Os demais machos, secundários, eram obrigados a errarem em bandos compostos apenas por indivíduos do sexo masculino, ficando sem se acasalar por anos a fio, até que conseguiram substituir algum garanhão que estava velho. Entre o reino animal, a mesma coisa. O macho pode se relacionar com qualquer fêmea de seu harém sem o menor problema enquanto for capaz de manter feras e machos secundários e assediadores afastados. Por fim num passado não tão longínquo, o homem ideal era o fisicamente mais forte e aguerrido, porque dava a sensação de proteção. Hoje este atributo foi transferido para outras esferas, mas em essência continua sendo o mesmo, pois a mulher quer um homem que lhe dê a sensação de segurança em vários sentidos. Entre os primatas, os machos líderes eram preferidos pelas fêmeas para o acasalamento e os machos de segunda categoria eram rejeitados. Entre os grupos humanos acontece o mesmo também; os mais destacados são os mais desejados. Os galãs, artistas, mafiosos, bilionários, ídolos etc. são perseguidos e adorados por serem destacados e donos de verdadeiros haréns, não pelo que são em si mesmos.

A meta existencial masculina é acasalar, fecundar e garantir a transmissão da herança genética contra machos rivais. A meta existencial feminina é a criação da prole, a qual passa diretamente pela formação da família. Para os homens, o sexo é fim e para elas é meio, pois o fim é a criação dos filhos. O ciclo do amor humano no mundo contemporâneo tem se tornado muito trivial e burguês. O que antes fora considerado um elo fraternal e sentimental, hoje é encarado como um papel obrigatório devido a seriedade distorcida que lhe denominaram. Hoje o casamento é mais visto como um martírio compulsivo que uma simples união amorosa e após o nascimento dos filhos, o casal já perdera o brilho e o tempo que tinham apenas para si, agora estes trabalham para o sustento de sua prole e dividem sua vida em três. Por mais que haja amor, o compromisso será discernido com mais seriedade (ás vezes forçada) justamente pelo tamanho da sua importância em virtude as responsabilidades que lhe couberam e não pelo sentimento ou por outra força amorosa.

O ciclo do amor humano
num exemplo lógico 

O Papel do Amor na Sociedade

Na sociedade contemporânea, fala-se muito sobre sexo e quase nada sobre o amor. Talvez porque o amor, sendo um enigma, não se deixa decifrar, repelindo toda tentativa de classificação ou definição. Ao contrário, a literatura nunca deixou de falar do amor e encontramos na poesia a metáfora como possibilidade de compreensão melhor do amor. No entanto, não há como negar que esse vazio conceitual se deva à dificuldade de expressão do amor no mundo contemporâneo. Com o desaparecimento das sociedades tradicionais, cujos costumes envolviam fortes relações entre as pessoas nos centros urbanos muito populosos criaram-se o fenômeno da “multidão solitária”: as pessoas estão lado a lado, mas seus contatos dificilmente se aprofundam, tornando-se mais raro o encontro verdadeiro. Não só as relações entre duas pessoas se acham empobrecidas. O afrouxamento dos laços familiares lançou as pessoas em um mundo onde elas contam apenas consigo mesmas.  Mesmo que sejam válidas as críticas ao autoritarismo da família, esta ainda é o lugar da possibilidade do afeto. Ou, pelo menos, o sair dela não é garantia de ter o vazio de amor preenchido.

A sociedade em que vivemos é caracterizada como hedonista e permissiva voltada para o consumo e marcada pelo individualismo narcisista. Ora, a busca de prazer imediato e a recusa em suportar frustrações são comportamentos que não se conciliam com o delicado trabalho de uma relação amorosa, a ser construída ao longo da convivência entremeada pelos paradoxos que já analisamos. Além disso, no mundo da satisfação imediata, do prazer aqui e agora, o desejo de emoções fortes substitui os amores ternos cuja intensidade passional certamente se atenua com o tempo, pois a paixão é fugaz por natureza. È bem verdade que se o amor se funda no compromisso e as pessoas cada vez mais têm medo da dor, do sofrimento, do risco de perda, o que resulta são as relações superficiais, os “amores breves”.

Na verdade, os temas da sexualidade e do amor são fundamentais ao ser humano. Desde que existe a cultura, eles são pauta obrigatória do diálogo humano, sob as mais diversas formas e matizes. Com a web, o sujeito comum tem a possibilidade de assumir canais de comunicação e troca de idéias sem que o crivo da mídia estatal ou os interesses econômicos regulem os caminhos públicos entre enunciado e recepção, entre meio e mensagem.

 Extinção da Vida

A cada segundo, nascem três novos habitantes no Planeta Terra. Hoje, existem aproximadamente 7 bilhões de habitantes. A população humana está crescendo em 100 milhões de pessoas por ano, o que significa mais um bilhão de pessoas para a próxima década. 90% desses nascimentos ocorrerão nos países subdesenvolvidos. Até o ano 2150, estima-se que chegaremos a quase o dobro da população atual. O crescimento das populações humanas aumenta terrivelmente a gravidade dos problemas que a Terra já enfrenta. Eis alguns deles:


- Mais pessoas para alimentar implica em maior produção de alimento e, portanto, necessidade crescente de terras agriculturáveis, às custas de mais desmatamento. Hoje, o planeta perde um hectare de solo aproveitável para a agricultura a cada 8 segundos. Buscar um aumento na eficiência da produção de alimentos, através de maior mecanização da agricultura levaria à degradação maior do solo. Além disso, a utilização intensivo de adubos e pesticidas aumentaria a poluição do solo e dos lençóis de água.

- A maior pressão de consumo, gerando, portanto, maior demanda de recursos naturais não-renováveis, como os metais e o petróleo. Além do esgotamento precoce desses recursos, mais resíduos serão produzidos, intensificando a poluição: “o homem poderá afogar-se no seu próprio lixo!”

- Maior necessidade de energia: Por enquanto, gerar energia leva a um aumento da poluição (queima de combustíveis como petróleo ou carvão), ou à destruição de ecossistemas (construção de hidrelétricas), ou ainda a riscos de contaminação por radiação (usinas atômicas). Métodos menos poluentes, como o uso do álcool, ou formas “limpas” de gerar energia, como energia solar, poderão talvez resolver o problema.





quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Amor - O Paradoxo Infrequente no Mundo Contemporâneo

"Nos muros das cidades e no mundo virtual, anônimos e famosos tentam achar uma 
resposta sobre o que é o amor" 
Lilian Merin




O amor na sua atual condição encontra-se em decadência, além de banalizado. A sociedade em superioridade é capitalista, pensam mais em conquistar pessoas de bom poder aquisitivo. Pela internet, principalmente, muitos outros passaram a transmitir mensagens dizendo que o amor é importante, e fazem isso por meio de fotografias, citações, canções... É como se, atualmente, muitas pessoas quisessem resgatar o romantismo, declarar seus amores e até seus desamores, e também mostrar que o mundo pode ser um lugar mais feliz, menos caótico. Para mostrar isso, surgem campanhas como a Free Hugs (www.freehugs.com), que propõe que você abrace um estranho, simplesmente para alegrar tanto a vida dele quanto a sua. 

As formalidades são abandonadas dia após dia. O clássico já é visto por muitos como antiquado. A traição virou comum.
Foram muitas as transformações vividas pela sociedade em suas diversas áreas. A mulher conquistou seu espaço no mercado de trabalho, embora ainda haja muito a ser adquirido. As indústrias lucraram com as novas tecnologias que trouxeram consigo equipamentos com a capacidade de maior produção em menos tempo. O acesso aos meios de comunicação e a inserção de grande parte da população ao mundo virtual mudou a visão de toda uma geração. As mudanças acontecem numa velocidade quase imperceptível. Os sentimentos parecem ter acompanhado na mesma agilidade. Mas, ao contrário das tecnologias que trouxeram, em sua maioria, benefícios à sociedade, os laços afetivos demonstram uma fragilidade que sugere reflexão.

As pessoas parecem ter encontrado um jeito de se adequar às novas maneiras de se relacionar. Um dos exemplos disso é o “ficar”, que há pouco mais de 15 anos virou moda entre os adolescentes. Para se conhecer alguém e iniciar um contato mais íntimo, bastava que um aceitasse ficar com o outro. O namoro, que até então era o primeiro passo para se conhecer alguém que havia despertado certo interesse, foi deixado em segundo plano. Seria um passo sério demais, por isso, a ideia era testar até encontrar alguém que valesse de fato a pena. Será que essa dificuldade em se criar uma ligação mais intensa com outra pessoa, pode ser resultado dessas transformações tão repentinas no meio em que vivemos?
Ficar pode ser a melhor opção? O que você pensa a respeito? Você prefere ficar ou namorar?


Vínculo x Liberdade

O amor, sendo desejo de união com o outro, estabelece, no entanto, um tipo de vínculo paradoxal: o amante deve cativar para ser amado livremente. Podemos mesmo dizer que o fascínio é gerador de poder: o poder de atração de um sobre o outro. No entanto, tal “cativeiro” não pode ser entendido como ausência de liberdade, pois a união deve ser a condição da expressão cada vez mais enriquecida da nossa sensibilidade e da nossa personalidade. É fácil observar isso na relação entre duas pessoas apaixonadas: a presença do outro é solicitada na sua espontaneidade, pois são os dois que escolhem livremente estar juntos. O amor imaturo, ao contrário, é exclusivista, possessivo, egoísta, dominador. Mas não é fácil determinar quando o poder gerado pelo amor ultrapassa os limites. Vimos que a força do amor está na atração que um exerce sobre o outro. Em que momento isso se transforma em um desejo de controlar, de manipular? A sociedade capitalista, centrada no valor do “ter”, desenvolve formas possessivas de relação. O ciúme exacerbado é o desejo de domínio integral do outro. Não queremos dizer que o ciúme não deva existir. Etimologicamente, ciúme significa “zelo”: o amor implica cuidado e temor de perder o amado. Portanto, se não desejamos o rompimento da trama tecida na relação recíproca e se o outro dá densidade à nossa emoção e enriquece nossa existência, sofremos até com a ideia da perda.

Vínculo x Alteridade


Há um seguinte paradoxo no amor: ele deve ser uma união, com a condição de cada um preservar a própria integridade. Faz com que dois seres estejam unidos e, contudo, permaneçam separados.

O amor é o convite para sair de si mesmo. Se a pessoa estiver muito centrada nela 
mesma, não será capaz de ouvir o apelo do outro. É isso que ocorre com a criança, que normalmente procura quem melhor preencha suas necessidades. Quando esse procedimento continua na idade adulta, torna-se impedimento do amor verdadeiro. Basta lembrar a lenda de Narciso, que, ao contemplar seu rosto refletido na água, apaixona-se por si próprio. Isso causa sua morte, pois se esquece de se alimentar, tão envolvido se acha com a própria imagem intangível. O narcisista “morre” na medida em que torna impossível a ligação fecunda com o outro. Esse egocentrismo persiste na adolescência, como momento de passagem da vida infantil para a vida adulta. Por isso o adolescente muitas vezes não propriamente o outro, ser de carne e osso, mas ama o Amor. Trata-se do amor idealizado, romântico, um pouco fruto do medo desse lançar-se nas contradições do exercício efetivo do amor.

O exercício do amor supõe a descoberta do outro. Por isso o amor envolve o respeito, não no sentido moralista que rotineiramente se dá a esse conceito, mas como temor resultante da autoridade imposta. Respicere, em latim, significa “olha para”, ou seja, o respeito e a capacidade de ver uma pessoa como tal, reconhecendo sua individualidade singular. Isso supõe a preocupação de que a outra pessoa cresça e se desenvolva como ela é, não como queiramos que ela seja. O amor supõe a liberdade, e não a exploração: o outro não é alguém de quem nos servimos. O amor maduro é livre e generoso, fundando-se na reciprocidade. (…) O paradoxo da relação amorosa, colocada ao mesmo tempo como desejo de união e preservação da alteridade, dimensiona a ambiguidade que o homem é lançado. 

Os sentimentos gerados também são ambíguos: são sentimentos de amor e ódio para com aquele que escolhemos conscientemente, mas de cuja escolha resultou o abandono de outras possibilidades
O não saber viver nessa ambiguidade leva certas pessoas ou a procurar a “fusão” com o outro, do que decorre a perda da individualidade, ou a recusar o envolvimento por temer essa perda. No entanto, o risco do amor é a separação. Mergulhar numa relação amorosa supõe a possibilidade da perda. A separação é a vivência da morte numa situação vital: é a vivência da morte do outro em minha consciência e a vivência de minha morte na consciência do outro. Quando ocorre a perda, a pessoa precisa de um tempo para se reestruturar, pois, mesmo quando mantém sua individualidade, o tecido do seu ser passa inevitavelmente pelo outro. Há um período de “luto” a ser superado após a separação, quando, então, se busca novo equilíbrio.

Uma característica dos indivíduos maduros é saber integrar a possibilidade da morte no cotidiano da sua vida. E quando falamos em morte, nos referimos não só ao sentido literal, mas às diversas “mortes” ou perdas que permeiam nossas vidas. No entanto, nas sociedades massificadas, onde o eu não é suficientemente forte, as pessoas preferem não viver, para não ter de viver com a morte. Por isso, também, as relações tendem a se tornar superficiais, e é nesse sentido que concluo com a seguinte afirmação: “Nas sociedades burocratizadas e aburguesadas, é adulto quem se conforma em viver menos para não ter que morrer tanto. Porém, o segredo da juventude é este: vida quer dizer arriscar-se à morte; e fúria de viver quer dizer viver a dificuldade”.





quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Humor: Fábula x Realidade

Se a história da chapeuzinho vermelho fosse verdade...

Veja as diferentes maneiras de contar a mesma história pela imprensa no Brasil.

Jornal Nacional
(William Bonner): ‘Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem…’
(Fátima Bernardes): ‘…mas a atuação de um lenhador evitou a tragédia.’
Programa da Hebe
‘…que gracinha, gente! Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?’
Cidade Alerta
(Datena): ‘…onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva… um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não!
Superpop
(Luciana Gimenez): ‘Geeente! Eu tô aqui com a ex-mulher do lenhador e ela diz que ele é alcoólatra, agressivo e que não paga pensão aos filhos há mais de um ano. Abafa o caso!’
Globo Repórter
(Chamada do programa): ‘Tara? Fetiche? Violência? O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente? O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com amigos e parentes do Lobo, em busca da resposta. E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos próprios lares das vítimas, que silenciam por medo. Hoje, no Globo Repórter.’
Discovery Channel
Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.
Revista Veja
Lula sabia das intenções do Lobo.
Revista Cláudia
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.
Revista Nova
Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama!
Revista Isto É
Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.
Revista Playboy
(Ensaio fotográfico do mês seguinte): ‘ Veja o que só o lobo viu’.
Revista Vip
As 100 mais sexies – desvendamos a adolescente mais gostosa do Brasil!
Revista G Magazine
(Ensaio com o lenhador) ‘O lenhador mostra o machado’.
Revista Caras
(Ensaio fotográfico com a Chapeuzinho na semana seguinte): Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: ‘Até ser devorada, eu não dava valor pra muitas coisas na vida. Hoje, sou outra pessoa.’
Revista Superinteressante
Lobo Mau: mito ou verdade?
Revista Tititi
Lenhador e Chapeuzinho flagrados em clima romântico em jantar no Rio.
Folha de São Paulo
Legenda da foto: ‘Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador’. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.
O Estado de São Paulo
Lobo que devorou menina seria filiado ao PT.
O Globo
Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para salvar menor de idade carente.
O Dia
Lenhador desempregado tem dia de herói
SUPER
Promoção do mês: junte 20 selos mais 19,90 e troque por uma capa vermelha igual a da Chapeuzinho!
Meia hora
Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco!
O Povo
Sangue e tragédia na casa da vovó.
Correio da Bahia e TV Bahia
Menina usando um chapeuzinho vermelho é atacada por um lobo e não consegue atendimento em nenhum hospital do Estado. Governador não se manifesta…