O amor dá sentido às nossas vidas, tal como a amizade, ou a arte, ou a crença em alguma religião. São - podem ser - fatores de felicidade, de paz interior, de harmonia, que dão suporte às nossas existências. Mas há o outro lado... Há a crueldade do mundo, a dor, o mal, para já não falar da morte. Eles são tigres escondidos, emboscados e prontos a atacar os incautos, para usar uma imagem presente nas escrituras, e são entre estes dois pêndulos que se desenrolam as nossas vidas. E quando pensamos em tudo isto, os nossos estados de alma, originam diversas e desencontradas reflexões sobre o sentido da vida.
É sobre essas reflexões e pensamentos, sobre o que homem pensa e tem dito perante suas bases hipotéticas que este assunto permanece tão pendente mesmo nos dias atuais. Com uma base em minha crítica, irei expor alguns fatores não tão debelados.
É sobre essas reflexões e pensamentos, sobre o que homem pensa e tem dito perante suas bases hipotéticas que este assunto permanece tão pendente mesmo nos dias atuais. Com uma base em minha crítica, irei expor alguns fatores não tão debelados.
Você em algum momento questionou a si próprio, a razão, o objetivo ou causa de sua existência? O que o faz estimular sua sobrevivência ou até mesmo permanecer acordado no dia seguinte? Bem, logo um amontoado de réplicas paira em nossas imaginações. Todavia cada ser sobrevive da forma que lhe convém por uma importância relativa, logo teremos um número miríade de motivações perante análises distintas. Mas elucidando a relevância de um usuário de drogas que visa estar dependente do vício para sobreviver diariamente, nada difere do alcoólatra que busca o álcool para esquecer ou até mesmo encarar melhor a sua realidade. O disparate pode ser elucido, mas ainda assim cultiva sua retórica voltada até mesmo quem está desprovido de vícios ou dogmas religiosos. Agora que está mais claro, você consegue divisar que está dependente de qualquer coisa para continuar vivendo dentro de um ciclo periódico, seja material, espiritual, sentimental ou até mesmo carnal.
Um recém nascido, por exemplo, está desamparado pelo leito de sua mãe. Ao longo do tempo tudo que ele carecerá será de proteção e amamentação, além de afeto e mais tarde contato humano para adaptar-se ao mundo e sua realidade. Consegue imaginar agora como um ser humano é dependente de outro para sua sobrevivência? Ironicamente a raça humana fora feita para prosseguir com sua evolução, perpetuando sua espécie ao lado do sexo oposto e assim dando continuidade a sua prole. Infelizmente na atual conjuntura, a sociedade encontra-se em abstinência afetiva e sentimental, onde podemos dizer que a “evolução” possa existir somente por meios beneficamente lucrativos, e nesse contexto podemos ressaltar o famoso jargão popular: “O rico sobe e o pobre desce”, ou seja, à medida que um nível social se destaca na sobrevivência de consumo e status, o menos notável será menosprezado ou unilateralmente levado para o sentido pejorativo, discriminado. Logo temos a visão que o amor mútuo humano é deixado de lado por cada revés como esse, justamente pelo egocentrismo existir quando um ser é dotado de grande poder sobre os demais.
A sexualidade humana também não difere desse arquétipo. Ela é semelhante à dos macacos e eqüinas selvagens. No paleolítico inferior, as fêmeas espontaneamente se dirigiam ao território do macho, que se instalava próximo às melhores fontes de alimento e água (recursos materiais), e ofereciam-lhe seu sexo à vontade para assim. Os demais machos, secundários, eram obrigados a errarem em bandos compostos apenas por indivíduos do sexo masculino, ficando sem se acasalar por anos a fio, até que conseguiram substituir algum garanhão que estava velho. Entre o reino animal, a mesma coisa. O macho pode se relacionar com qualquer fêmea de seu harém sem o menor problema enquanto for capaz de manter feras e machos secundários e assediadores afastados. Por fim num passado não tão longínquo, o homem ideal era o fisicamente mais forte e aguerrido, porque dava a sensação de proteção. Hoje este atributo foi transferido para outras esferas, mas em essência continua sendo o mesmo, pois a mulher quer um homem que lhe dê a sensação de segurança em vários sentidos. Entre os primatas, os machos líderes eram preferidos pelas fêmeas para o acasalamento e os machos de segunda categoria eram rejeitados. Entre os grupos humanos acontece o mesmo também; os mais destacados são os mais desejados. Os galãs, artistas, mafiosos, bilionários, ídolos etc. são perseguidos e adorados por serem destacados e donos de verdadeiros haréns, não pelo que são em si mesmos.
A meta existencial masculina é acasalar, fecundar e garantir a transmissão da herança genética contra machos rivais. A meta existencial feminina é a criação da prole, a qual passa diretamente pela formação da família. Para os homens, o sexo é fim e para elas é meio, pois o fim é a criação dos filhos. O ciclo do amor humano no mundo contemporâneo tem se tornado muito trivial e burguês. O que antes fora considerado um elo fraternal e sentimental, hoje é encarado como um papel obrigatório devido a seriedade distorcida que lhe denominaram. Hoje o casamento é mais visto como um martírio compulsivo que uma simples união amorosa e após o nascimento dos filhos, o casal já perdera o brilho e o tempo que tinham apenas para si, agora estes trabalham para o sustento de sua prole e dividem sua vida em três. Por mais que haja amor, o compromisso será discernido com mais seriedade (ás vezes forçada) justamente pelo tamanho da sua importância em virtude as responsabilidades que lhe couberam e não pelo sentimento ou por outra força amorosa.
Na sociedade contemporânea, fala-se muito sobre sexo e quase nada sobre o amor. Talvez porque o amor, sendo um enigma, não se deixa decifrar, repelindo toda tentativa de classificação ou definição. Ao contrário, a literatura nunca deixou de falar do amor e encontramos na poesia a metáfora como possibilidade de compreensão melhor do amor. No entanto, não há como negar que esse vazio conceitual se deva à dificuldade de expressão do amor no mundo contemporâneo. Com o desaparecimento das sociedades tradicionais, cujos costumes envolviam fortes relações entre as pessoas nos centros urbanos muito populosos criaram-se o fenômeno da “multidão solitária”: as pessoas estão lado a lado, mas seus contatos dificilmente se aprofundam, tornando-se mais raro o encontro verdadeiro. Não só as relações entre duas pessoas se acham empobrecidas. O afrouxamento dos laços familiares lançou as pessoas em um mundo onde elas contam apenas consigo mesmas. Mesmo que sejam válidas as críticas ao autoritarismo da família, esta ainda é o lugar da possibilidade do afeto. Ou, pelo menos, o sair dela não é garantia de ter o vazio de amor preenchido.
A sociedade em que vivemos é caracterizada como hedonista e permissiva voltada para o consumo e marcada pelo individualismo narcisista. Ora, a busca de prazer imediato e a recusa em suportar frustrações são comportamentos que não se conciliam com o delicado trabalho de uma relação amorosa, a ser construída ao longo da convivência entremeada pelos paradoxos que já analisamos. Além disso, no mundo da satisfação imediata, do prazer aqui e agora, o desejo de emoções fortes substitui os amores ternos cuja intensidade passional certamente se atenua com o tempo, pois a paixão é fugaz por natureza. È bem verdade que se o amor se funda no compromisso e as pessoas cada vez mais têm medo da dor, do sofrimento, do risco de perda, o que resulta são as relações superficiais, os “amores breves”.
Na verdade, os temas da sexualidade e do amor são fundamentais ao ser humano. Desde que existe a cultura, eles são pauta obrigatória do diálogo humano, sob as mais diversas formas e matizes. Com a web, o sujeito comum tem a possibilidade de assumir canais de comunicação e troca de idéias sem que o crivo da mídia estatal ou os interesses econômicos regulem os caminhos públicos entre enunciado e recepção, entre meio e mensagem.
A Extinção da Vida
- Mais pessoas para alimentar implica em maior produção de alimento e, portanto, necessidade crescente de terras agriculturáveis, às custas de mais desmatamento. Hoje, o planeta perde um hectare de solo aproveitável para a agricultura a cada 8 segundos. Buscar um aumento na eficiência da produção de alimentos, através de maior mecanização da agricultura levaria à degradação maior do solo. Além disso, a utilização intensivo de adubos e pesticidas aumentaria a poluição do solo e dos lençóis de água.
- A maior pressão de consumo, gerando, portanto, maior demanda de recursos naturais não-renováveis, como os metais e o petróleo. Além do esgotamento precoce desses recursos, mais resíduos serão produzidos, intensificando a poluição: “o homem poderá afogar-se no seu próprio lixo!”
- Maior necessidade de energia: Por enquanto, gerar energia leva a um aumento da poluição (queima de combustíveis como petróleo ou carvão), ou à destruição de ecossistemas (construção de hidrelétricas), ou ainda a riscos de contaminação por radiação (usinas atômicas). Métodos menos poluentes, como o uso do álcool, ou formas “limpas” de gerar energia, como energia solar, poderão talvez resolver o problema.


