"A vida do homem é curta e transitória porque estes dedicam-se a maior parte de suas vidas a aquilo que também é breve e passageiro." (L.F. Magister)
As necessidades das pessoas de protegerem seus próprios egos não conhece limite. Elas mentem, roubam, enganam, matam, fazem o que for preciso para manter o que chama-se de fronteiras do ego. As pessoas não têm conhecimento de que estão numa prisão, não sabem que há um ego, uma barreira que as impedem de serem elas mesmas.
Preenchem suas vindas neste mundo com ódio, violência, arrogância, desafetos e as ocupam voltando-se a tudo aquilo que é leviano. Dedicam-se a bens materiais, status e glórias, e, sobretudo, coisas passageiras. Ou seja, se aplicam mais ao que é transitório e momentâneo e fogem daquilo que é eterno. Preenchem o vazio com mais vazio. Alimentam suas almas com o ar que se esvai e a água que se seca. Sujam-se de ilusões e prazeres breves, caem-se nos deleites mundanos e o que lhe impuseram, acreditando que estes são os verdadeiros propósitos de suas vidas.
Os seres humanos esquecem que tudo na vida é provisório.
Eventualmente, a vida do homem é curta e transitória, porque estes dedicam-se a maior parte de suas vidas a aquilo que também é breve e passageiro. Os prazeres da carne só trazem dor e sofrimento. A verdadeira felicidade não está nos prazeres. Quaisquer pensamentos, por mais que sejam baseados nos mais puros sentimentos positivos de amor, se eles forem voltados para coisas superficiais através do ego e da vaidade, serão causadores de consternações.
As estrelas brilham, mas um dia se apagarão. Tudo morre. A terra, o sol e até mesmo esse universo não é exceção. Comparado a isso, a vida dos seres humanos são tão breves e céleres quanto um piscar de olhos. Nesse curto instante, os homens nascem, riem, choram, lutam, sofrem, festejam, lamentam, odeiam pessoas e gostam de outras. Tudo é transitório. E em seguida, todos caem no sono eterno chamado morte. Lindas flores nascem, mas, eventualmente morrem. Tudo neste mundo está em eterna mudança, sempre em movimento. Nunca é igual, tudo muda. E a vida do homem também é assim. Mas porque das diferenças entre as pessoas? Por que muitos são infelizes até sua morte? Porque tantas dúvidas, tanto desespero? Medos? Incertezas?
As pessoas lamentam pela morte de um ente querido, e até mesmo, de apenas um conhecido, e logo se enchem de "luto eterno", pessoas estas que enquanto viviam não lhes deram tamanha atenção. Lamentam por aquilo que perderam porque é mais fácil lamentar pelo passado que ter lutado no presente e tê-lo evitado. Lamentam porque compreendem, no seu subconsciente, que enquanto as tinham consigo não as aproveitaram como poderiam. Tal fato remete-se tanto as pessoas como a momentos e objetos. É tudo uma questão de culpa involuntária. São todos muitos previsíveis. Lutam para conseguir, mas deixam de colocar o mesmo esforço para mantê-lo, como fizeram para conquistá-lo, dando assim a eles, o merecido e consequente fim.
E mesmo aquelas pessoas de almas boas aparentemente, só os são por temerem o castigo e almejarem uma recompensa. Tal fato atribuem-se aos falsos cristãos e religiosos.
A morte não é o fim de tudo. Devemos parar de nos preocupar com a morte e se preocupar mais com nossa alma. Deixar a prepotência e o orgulho de lado e cultivarmos a humildade e o amor. Cultivarmos em si mesmos, um estado tão saudável como a incessante correnteza do riacho que não se prende a nada que é transitório. Amem. Vivam!

